ALIMENTAÇÃO PARA DIABETES
Quem tem diabetes, tem problemas no controle da glicemia. Pode ser que o corpo não produza insulina, ou que não a produza em quantidades suficientes, ou ainda que não a use de maneira adequada.
As três categorias principais de diabetes são:
Tipo I (insulino-dependente) – representa 5% da população de diabéticos. É reconhecido como uma doença auto-imune na qual o sistema imunológico se volta contra si mesmo e destrói as células beta do pâncreas, que são responsáveis pela produção de insulina. Pessoas com diabetes tipo I devem receber insulina diariamente. É também conhecida como diabetes juvenil;
Tipo II (não insulino-dependente) – Afeta 95% dos indivíduos com diabetes. Ao contrário do diabetes tipo I, esta afeta em sua maioria pessoas de meia idade e com sobrepeso ou obesidade. O controle pode ser possível através de dieta e atividade física;
Diabetes gestacional – trata-se de uma forma de diabetes que se desenvolve durante a gestação e acontece em 1% a 3% das gestações. Ela pode ocorrer porque os hormônios secretados na gestação podem provocar uma maior resistência à insulina. Esse tipo de diabetes geralmente desaparece após o nascimento. Porém, 50% das mulheres que sofrem de diabetes gestacional irão mais tarde apresentar diabetes do tipo II.
População de risco
Apesar do diabetes poder atingir qualquer indivíduo, algumas populações são mais susceptíveis segundo a American Dietetics Association e o National Institutes of Health:
Idade – quase 50% dos casos acontecem após 55 anos. Uma estimativa de 11% da população americana de 65 a 74 anos de idade apresenta diabetes tipo II;
Sobrepeso ou obesidade – de 80 a 90% dos portadores de diabetes são obesos ou apresentam sobrepeso;
História familiar;
Mulheres – a prevalência é levemente maior nessa população;
Sintomas
Como é possível identificar o diabetes? Os sintomas iniciais podem ser:
Sede excessiva;
Aumento de apetite;
Aumento da urina;
Perda de peso;
Fadiga;
Náusea;
Vômitos;
Visão turva.
Mulheres podem ser mais susceptíveis a infecções urinárias e possível interrupção da menstruação.
Homens podem sofrer de impotência.
Candidíases são freqüentes em homens e mulheres.
Portadores de diabetes tipo II podem NÃO apresentar sintomas por décadas. Os sintomas descritos acima podem aparecer eventualmente e isolados ao longo dos anos antes que a doença seja definitivamente diagnosticada.
Implicações
A maneira de diminuir os riscos de complicações do diabetes são: manter a glicemia sob controle, dieta adequada, mudanças de estilo de vida e atividade física regular.
Um estudo feito com portadores de diabetes do tipo I demonstrou que pacientes que fizeram um controle adequado, diminuíram suas chances de danos nos olhos, rins e neurológicos em 50 a 70%.
Por outro lado, a falta desse controle dos níveis de glicose plasmática aumentam os riscos de danos como cegueira, doenças cardiovasculares, derrames, dificuldade de cicatrização de feridas, ulcerações na pele etc.
Alterações na dieta
A dieta é uma das questões fundamentais para a manutenção de saúde dos portadores de diabetes. Portanto, algumas medidas importantes devem ser tomadas:
Consumir alimentos com alto teor de fibras – leguminosas (feijões, lentilha, ervilhas), hortaliças cruas e cozidas, sementes (abóbora, girassol), alimentos integrais (aveia, arroz integral);
Reduzir drasticamente o consumo de açúcar;
Reduzir o consumo de derivados animais (carne bovina) e de leite ricos em gorduras saturadas;
Consumir mais peixes – são ricos em Omega 3 que ajudam a aumentar a tolerância a insulina, reduzem triglicérides e ajudam no equilíbrio dos níveis de colesterol em pacientes com diabetes;
Atividade física
A prática de uma atividade física regular é tão importante quanto a dieta para controlar o diabetes. Além disso ela funciona como fator protetor para o não estabelecimento do diabetes tipo II àqueles com predisposição. Para os diagnosticados, a atividade física pode reduzir ou eliminar a necessidade de insulina.
A recomendação mínima é de pelo menos 3 vezes na semana durante 20 minutos.
Os benefícios da atividade física são:
Ajuda no controle de peso;
Diminui níveis de gordura corporal;
Reduz os níveis de açúcar no sangue;
Aumenta fluxo sanguíneo e melhora circulação. Diabéticos são mais sujeitos a uma circulação mais prejudicada.
Aumenta níveis de energia e diminui a fadiga;
Melhora saúde cardiovascular.
É fundamental que antes do início de um programa de exercícios um check up médico seja feito para evitar possíveis contra-indicações e como evitar possíveis complicações como hipoglicemia – queda abrupta da glicemia, que pode ocorrer durante a prática de exercícios.
Suplementação
O diabetes é uma condição séria e perigosa e requer tratamento médico especializado. A auto-medicação deve ser totalmente evitada. Porém alguns suplementos podem ser associados às medicações uma vez que podem contribuir para minimizar os efeitos colaterais do diabetes e ajudar no balanço dos níveis de glicose sanguínea. Esses suplementos também devem ser prescrição médica. São eles:
Crômio – aumenta sensitividade das células à insulina, aumentando a tolerância;
Magnésio – deficiência é comum nos diabéticos que a excretam via urina. Sua deficiência pode aumentar a resistência a insulina;
Zinco – níveis baixos são comuns em diabéticos, o zinco ajuda a melhorar sistema imune e níveis saudáveis de glicose sanguínea;
Vitaminas C e E – reduzem glicosilação;
Vitamina B6 – deficiência é freqüente em diabeticos;
Vitamina B12 – reduz efeitos neurológicos relacionados ao diabetes;
Gymnema sylvestre – extrato de ervas que ajuda o pâncreas a produzir insulina em pacientes com diabetes do tipo II.
Ginseng asiático – aumenta os números de receptores de insulina e promove a liberação da mesma pelo pâncreas;
Ácido alfa lipóico – aumenta a intolerância a glicose e a resistência a insulina;
Sementes de erva-doce – estudos demonstram uma redução de níveis de glicose sanguínea pós prandial.
Considerações finais
Apesar do diabetes ser uma doença bastante séria e incurável, os avanços na medicina estão cada vez mais contribuindo para a melhora no controle dos níveis de glicose, da qualidade das insulinas, para estabelecer planos de tratamento e para identificar prematuramente as possíveis complicações da doença.
As escolhas e atitudes do dia a dia e a preocupação em cumprir as orientações médicas e nutricionais fazem toda a diferença para contribuir para a melhora da quantidade e qualidade de vida do paciente com diabetes, seja do tipo I, II ou gestacional.
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