ENVELHECIMENTO OU LONGEVIDADE
Envelhecimento e saúde parecem palavras distintas e o peso atribuído ao envelhecimento no modelo ocidental.
Mas quais as causas do envelhecimento celular e o como podemos controlar esses fatores que interferem no envelhecimento?
Sempre fazemos estas perguntas quando buscamos a prevenção ou pelo menos tentamos uma luta mais justa entre viver uma longa vida esbarrando com as mais diversas doenças ou optar por morrer cedo para não adoecer longos e temidos anos.
A vida é fruto de uma organização molecular virtuosa que resulta em um organismo operacional saudável e viável para a procriação, sobrevivendo às adversidades através da repetição de acertos que qualificaram a espécie humana em anos de evolução.
O adoecer se traduz como uma desorganização celular brusca ou gradativa, que ocorre a partir da perda do controle de códigos de preservação, comprometendo desde a qualidade da membrana celular até a qualidade mitocondrial, nosso gerador de energia, refletindo em diversos órgãos a ação dos fatores ambientais deletérios sobre o material genético.
São colocadas nesse cenário as diversas doenças, como a catarata, degeneração macular senil, diabetes, obesidade, aterosclerose, demência, mal de Parkinson, câncer, entre outras conhecidas e que certamente, teriam melhor evolução se aspectos nutricionais e preventivos fossem tomados a partir da educação ou de um estilo de vida saudável.
Para meu trabalho pessoal classifico as doenças como aquelas imprevisíveis que vêm do gen e irão aparecer de forma independente de nossas escolhas, e as que seriam inexistentes ou seriam mais brandas se o modelo populacional e individual, através de opções preventivas ou opções de vidas saudáveis e conscientes fossem estimulados.
É nesse setor que médicos e paramédicos que atuam na prevenção podem e devem trabalhar.
Desde o câncer de intestino ou de pulmão, assim como na obesidade e diabetes, o aspecto da nutrição funcional ou nutriogenômica tem um valor enorme na modulação dos processos celulares de envelhecer.
A nutrição funcional, ofertando nutrientes favoráveis, pode atuar na qualidade da memória, na elasticidade da pele, na firmeza dos músculos e ossos, nas articulações, trazendo uma maior qualidade de vida.
A nutriogenômica interfere na modulação da expressão de genes através de uma seqüência de reações químicas que resultam na contenção ou no atraso da expressão de genes de envelhecimento.
Modelos de interferência de nutrição em saúde estão presentes em nosso dia a dia, na aterosclerose, no câncer e a cada dia vemos mais artigos colocando o papel da dieta na prevenção de doenças.
Mas será que apenas a nutrição e a qualidade ambiental são os agentes responsáveis pela saúde e longevidade saudável? Certamente aspectos genéticos ou alguns elementos como os hábitos de beber, fumar, fazer exercícios, viver só, casar, qualidade do sono e os diferentes aspectos emocionais individuais estão concorrendo também para manter uma idade biológica menor que a cronológica.
A reposição hormonal consciente, balanceada, qualifica a passagem por diversas fases e períodos de estresse, trazendo um resultado positivo quando bem colocada, respeitando-se idade e limites, sendo uma importante ferramenta na saúde mental e na qualidade neuronal.
Como pode ser visto, alguns elementos podem abrir um bom caminho para as terapias do futuro, caminhos que levam ao idoso saudável, com autonomia, dignidade, com seu papel social respeitado e com sua sabedoria sendo levada em conta para as gerações seguintes.
Com esses dados podemos concluir que a saúde do planeta e a saúde da célula se inter-relacionam fortemente e uma série de doenças pode ser tida como exemplo quando pensamos em modelos positivos e modelos inviáveis para a espécie.
Certamente medidas de controle individualizadas não mais serão suficientes para conter os riscos da saúde populacional e o aumento da incidência de câncer ou de abortos, sendo o papel de médicos e cientistas – nas áreas de biologia, ecologia, nutrição, arquitetura, engenharia, bioquímica, biofísica – o de se relacionar na busca de um ambiente melhor, para que a sobrevivência da espécie não seja comprometida.
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