INDIVIDUALIDADE BIOQUÍMICA
A melhor maneira de prevenir e retardar o envelhecimento é conhecer a individualidade bioquímica de cada paciente e sugerir alterações em sua atividade física, dieta e no uso de suplementos vitamínicos.
Sair fora dos padrões da beleza eterna (com uma infinidade de tratamentos, aplicações e uso de cremes anti-rugas) pode parecer, a princípio, um pesadelo, mas a saúde mental - com ou sem rugas - ainda é a base para a qualidade de vida e felicidade.
A cada dia que passa aumentam as chances de se ter esse envelhecimento suave, onde as possibilidades são inúmeras.
Um dos destaques nos últimos anos é o papel da nutrição na expressão genética, onde a indicação correta pode determinar a qualidade de vida de uma pessoa no processo de envelhecer.
Essa é a área de estudo da nutriogenômica, onde a escolha do nutriente correto através da dieta ou da suplementação nutricional tem papel fundamental no tratamento e controle das manifestações de patologias crônicas.
Mas será que isto ainda está muito longe? Será que um dia saberemos o que se deve comer ou tomar para retardar o padrão de adoecimento familiar?
Hoje, alguns exames de rotina, como perfil hormonal completo, marcadores de risco cardíaco, lipoproteína A, homocisteína, proteína C reativa, ferritina, hemoglobina glicada, lipodograma, perfil vitamínico e enzimas são freqüentemente utilizados como parâmetros de longevidade. Em breve, através da análise do perfil genético ou dos polimorfismos, um mapeamento mais prospectivo poderá ser feito e os diagnósticos poderão acontecer antes do adoecimento.
Com a nutriogenômica as doenças e patologias do envelhecimento podem ser controladas quando uma melhor nutrição é escolhida, com o objetivo de impedir que uma carência de nutrientes, como por exemplo, de vitaminas do complexo B sejam responsáveis por um maior risco de doença de Alzheimer ou por um aumento do risco cardiovascular, ou ainda por aumento da homocisteína, etc.
Essa é a grande mudança de paradigmas da medicina preventiva. Comer brócolis vai valer mais a pena para quem tem perfil genético de deficiência de enzimas metabolizadoras de hormônios sintéticos no fígado. Assim como o alho será mais gostoso se soubermos de sua ação benéfica na depuração de venenos ambientais. E o mesmo vai ocorrer com o hormônio, com o remédio para dor, o anestésico, com o antidepressivo e com os alimentos que podem trazer benefícios para uns e serem terrivelmente alérgicos para outros.
A individualidade bioquímica reduz o número de possibilidades desses erros e funciona como um filtro de escolhas para cada um, considerando o potencial de adoecer e os aspectos familiares de risco, além de proporcionar uma escolha de tratamento mais coerente e que não seja ditada apenas pelas tendências e modismos.
Dra. Vania Assaly
Dra. Manoela Figueiredo
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