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METAIS TÓXICOS

Você sabia que uma quantidade excessiva de metais tóxicos no organismo pode levar à depressão profunda?

A exposição humana aos metais tóxicos pelo meio ambiente têm aumentado muito durante os últimos 50 anos. O excesso de metais como mercúrio, chumbo, cádmio, alumínio, arsênico entre outros, podem acumular-se no organismo por exposição crônica, causando uma enorme variedade de sintomas, entre eles alterações do comportamento por diminuição das funções cerebrais, influenciando na produção e utilização dos neurotransmissores. O excesso de metais no organismo pode levar também a alterações nos sistemas gastrintestinal, neurológico, cardiovascular e urológico.
Os efeitos deletérios dos metais tóxicos variam com o modo, a quantidade e grau da exposição. O estado nutricional, a capacidade de detoxificação e o metabolismo individual e também influenciam o grau de intoxicação. Mesmo quantidades muito pequenas de determinados metais tóxicos já causam efeitos deletérios.
Sintomas relacionados ao excesso do metal tóxico no organismo e suas fontes:

ALUMÍNIO
A intoxicação por alumínio tem sido cada vez mais estudada. Tem sido associada à constipação intestinal, cólicas abdominais, anorexia, náuseas, fadiga, alterações do metabolismo do cálcio (raquitismo), alterações neurológicas com graves danos ao tecido cerebral. Na infância pode causar hiperatividade e distúrbios do aprendizado. Inúmeros estudos consideram que o alumínio tem um papel importante no agravamento do mal de Alzheimer (demência precoce).
Os alimentos ácidos aumentam a absorção do alumínio e aumentam a liberação do alumínio das panelas fabricadas com este metal.
Nos casos mais graves de contaminação por alumínio é muito importante que todas as panelas da casa sejam trocadas por panelas de aço inox (inclusive a panela de pressão que pode ser de inox ou revestida de teflon). Outras fontes de contaminação com alumínio são: medicações anti-ácidas, utensílios de cozinha de alumínio, papel aluminizado, cremes para a pele com alumínio, farinha branca de trigo, fermentos em pó, queijo (o fosfato de alumínio é usado como emulsificante) água gaseificada, tubos de pasta de dente de alumínio e desodorantes anti-perspirantes.
O alumínio pode ser encontrado no leite de mães intoxicadas.

ARSÊNICO
A toxicidez do arsênico pode causar hálito e suor com odor de alho, desconforto físico, anemia com leucopenia moderada e eosinofilia, problemas digestivos (anorexia, náuseas, vômitos, constipação ou diarréia), circulatórios, cardíacos, neurológicos, musculares e dermatológicos (hiperpigmentação principalmente no pescoço, pálpebras, mamilos e axilas, vitiligo, hiperqueratose, queda de cabelo, estrias nas unhas e câncer).
Fontes comuns de arsênico são: inseticidas, poluição do ar, água contaminada, exposição a processos industriais, especialmente em eletrometalização e manufatura de componentes eletrônicos.
Arsênico é um potente antagonista biológico do selênio, um importante antioxidante.

CÁDMIO
O Cádmio é tóxico para os seres humanos e animais. Intoxicações leves por cádmio podem causar salivação, fadiga, perda de peso, hiper ou hipotensão, fraqueza muscular e disfunção sexual.
Fontes de contaminação: farinha e açúcar refinados contém cádmio e pouco zinco, o que aumenta a absorção do cádmio, fumaça de cigarros contém teores elevados de cádmio, alimentos contaminados: fígado e rins de animais contaminados e alimentos marítimos contaminados.

CHUMBO
Estudos já demonstraram que a contaminação de chumbo não tratada predispõe o indivíduo ao insucesso, desde a infância até a vida adulta. O chumbo existe como contaminante ambiental, mas é encontrado também em: produtos para tintura dos cabelos, esmaltes, pigmentos usados em tintas de artistas, cerâmicas vitrificadas (copos, jarras, pratos), pesticidas, cinzas e fumaça de madeira pintadas, fabricação caseira de baterias, moradia próxima de fundições, queima de madeiras pintadas, alimentos contaminados.
A intoxicação por chumbo pode causar inicialmente falta de apetite, gosto metálico na boca, desconforto muscular, mal estar, dor de cabeça e cólicas abdominais fortes. Entretanto, na infância, muitas vezes os sintomas ligados a deposição de chumbo no cérebro são predominantes, podendo levar a hiperatividade e alterações no desenvolvimento e na função cognitiva.

COBRE
O cobre é um mineral essencial ao funcionamento do nosso organismo. Porém, quando aumentado causa intoxicação. A intoxicação por cobre pode ocorrer devido a contaminação de cobre na água, absorção através da pele e níveis insuficientes de elementos que competem com o cobre nos locais de absorção intestinal como o zinco e o molibdênio. Na deficiência de zinco, geralmente o cobre encontra-se aumentado. O cobre pode estar aumentado devido ao uso de contraceptivos orais ou ao uso de Dispositivo Intra Uterino com fio de cobre.
Como o cobre deposita-se preferencialmente no cérebro e no fígado os sintomas encontrados são inicialmente decorrentes do comprometimento destes dois órgãos. Sintomas do excesso de cobre ligados às alterações cerebrais incluem: distúrbios emocionais, depressão, nervosismo e irritabilidade, sintomas semelhantes aos do mal de Parkinson e alterações semelhantes a esquizofrenia e a outros distúrbios psiquiátricos. Outras alterações ligadas ao excesso de cobre: fadiga, dores musculares e nas juntas, anemia hemolítica, queda de vitamina A, necrose hepática, icterícia e lesão renal. Além disso, o aumento de cobre está associado ao aumento de radicais livres.

MERCÚRIO
O mercúrio é utilizado na indústria eletrônica, fabricação de plásticos, termômetros, fungicidas e germicidas. Estima-se que, no Brasil, aproximadamente 100 toneladas por ano de mercúrio sejam lançadas pelo garimpo na região centro-oeste causando uma contaminação ambiental importante.
A exposição crônica ao mercúrio causa sintomas gastrointestinais (dor abdominal, gosto metálico na boca, digestão difícil, salivação abundante, náuseas, cólicas intestinais, gengivite), sintomas neurológicos (falta de memória, cefaléia, formigamentos, insônia, tremores, sonolência, alteração da grafia, cãibras, gritos noturnos, alteração do equilíbrio, tontura, vertigem e dificuldade escolar), alterações emocionais (nervosismo, irritabilidade, distúrbios de memória, tristeza, diminuição da atenção, depressão, agressividade, insegurança e medo) e irritação nos olhos, fraqueza muscular, espasmos musculares, borramento visual, zumbido, irritação nasal e diminuição da acuidade visual e auditiva.
Durante a gestação o mercúrio materno passa a barreira placentária causando contaminação do feto.
Tem sido verificada uma considerável variação na sensibilidade de cada indivíduo ao mercúrio. Após o uso de amálgamas dentários, níveis tóxicos de mercúrio podem ser observados por 6 meses a 1 ano acompanhados algumas vezes de irritabilidade ou dores de cabeça. Sintomas clínicos mais graves só têm sido raramente relatados nesta circunstância.
Mesmo em quantidades baixas, o mercúrio afeta a atividade biológica do selênio, chegando mesmo a suprimi-la.

NÍQUEL
O níquel em quantidades pequenas tem sido classificado como um elemento importante ao desenvolvimento. Em doses elevadas é tóxico podendo causar: irritação gastrointestinal (náuseas, vômitos e diminuição do apetite), alterações neurológicas (dor de cabeça, vertigem), alterações musculares (fraqueza muscular, dor e tensão nos ombros), alterações cardíacas (palpitações), alergias (dermatite, rinite crônica, asma e outros estados alérgicos). O excesso de níquel pode chegar a ter conseqüências graves como necrose e carcinoma do fígado e câncer de pulmão.
Fontes de contaminação: alimentos (chocolate, gordura hidrogenada, nozes, feijão, ervilha seca e cereais), cigarro (cada cigarro contém de 2 a 6 m g de níquel), baterias de níquel), petróleo e indústrias petroquímicas, panelas de inox podem liberar Ni durante o cozimento de alimentos ácidos como o tomate.


Centro de Medicina Integrada
Dra. Vânia Assaly

CRM 58002 Nutrologia e Medicina Funcional
 
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