ENXAQUECA E ALIMENTAÇÃO
Veja como o que você come ou deixa de comer pode influenciar esse mal.
Sabe-se, hoje em dia, que os alimentos desempenham papel importante, tanto para o bem quanto para o mal. Da mesma forma que o consumo de um alimento pode ajudar a diminuir os riscos de doenças e alguns sintomas, outros alimentos ou hábitos podem não só piorar o quadro, como levar a tais patologias.
São fascinantes e cada vez mais evidentes os achados científicos mostrando o impacto da alimentação na modulação de doenças - é realmente possível reparar nossas células em nível celular, mesmo com predisposição genética. Assim, adoecer ou não, torna-se um reflexo de escolhas alimentares feitas no dia a dia.
A novidade é que não é só a retirada de alimentos específicos que deve acontecer- a falta de nutrientes importantes pode desencadear uma série de alterações no organismo. Portanto, a regra nem sempre é restringir e sim colocar no prato os alimentos adequados!
Ao consumir um alimento rico em substâncias vasoconstritoras por exemplo, favorecemos o aparecimento de sintomas como enxaqueca, problema que atinge 1 a cada 5 pessoas. O alimento pode não ser a causa direta do sintoma, mas num organismo com pré-disposição, escolhas alimentares erradas podem ser o gatilho para que o problema se instale de vez e com freqüência.
NUTRIENTES IMPORTANTES:
- Magnésio- estudos sugerem que baixos níveis desse mineral facilitam a vasoconstrição no organismo, o que acarretaria a enxaqueca. É importante ingerir alimentos fontes desse mineral, como as folhas verdes escuras, soja, leguminosas, castanhas, cereais como aveia, arroz integral, pães integrais, carnes, peixes (salmão) e ovos.
- Riboflavina (vitamina B2): Alguns estudos evidenciam que há uma redução da eficiência do metabolismo energético em nível celular nos indivíduos com enxaqueca. A riboflavina pode elevar o metabolismo energético em nível celular, e o consumo de alimentos fontes, bem como suplementação mostrou-se eficaz no controle das crises. Encontramos boas doses dessa vitamina em alimentos como carnes magra, ovos, legumes, nozes, verduras e leite e derivados (esses, conforme aceitação pessoal, pois também podem aumentar as crises de enxaqueca devido ao seu teor de tiramina).
- Coenzima Q10: Atua também melhorando a produção de energia a função mitocondrial, além de ser um excelente antioxidante cerebral. Fontes: sardinha, cavalinha, soja, nozes, amendoim, gergelim
O QUE EVITAR?
Os alimentos mais citados pela literatura como desencadeantes da enxaqueca são: doces (açúcar), álcool (especialmente o vinho tinto), adoçantes, glutamato monossódico (encontrado no shoyo), nitritos (encontrado nos embutidos e carnes processadas como presunto, salames, salsichas, carnes e peixes defumados), cafeína e alimentos que contém tiramina ( como queijos, amendoins e alimentos em conserva) .O jejum prolongado é considerado um comportamento alimentar que também pode desencadear o problema.
Lembrando que a sensibilidade a determinado alimento depende de cada indivíduo, por isso é importante que o paciente preste atenção na alimentação e qual alimento ocasiona as crises.
Fernanda Scheer
Nutricionista Funcional
CRN3 24045
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